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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A Xícara

Depois de um tempo sem escrever, decidi postar esse pequeno texto que eu fiz pra escola...


Numa chuvosa tarde de sábado, jazia, em cima da antiga mesa de jatobá, uma delicada xícara de porcelana. As belas flores – rosas e violetas – que davam cor à branquidão cerâmica, haviam sido cuidadosamente pintadas por tênues toques de aquarela ao redor da afilada superfície. A xícara, como um todo, tinha um aspecto frágil e quebrável. Mesmo assim, era indelével. Era uma contradição em si, um paradoxo misterioso. Como, aparentando ser fraca e quebradiça, poderia ter sido transposta por tantas ascendências e vivido por tantas eras?

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