Sozinho
Vou descendo a rua, á noite,
Quando me deparo com um conhecido.
Ele me olha, eu olho,
E nos comprimentamos.
Ele diz que está com pressa,
E eu digo que a calma, é a alma.
Ele diz que vai trabalhar,
Enquanto o que me resta, é vagabundiar...
Ele levanta a mão,
Diz adeus, anda e se apressa.
Eu sobro, lá em pé.
E entre os becos húmidos, continuo a caminhar.
Paro e contemplo a lua,
Procuro constelações e a via-láctea.
Mas a luzes cintilantes da cidade,
Faz com que o céu fique sem estrelas...
Mais uma vez sem companhia,
Nem mesmo a de uma estrela,
Eu olho meu reflexo na água,
E enxergo um sozinho derrotado.
Vou descendo a rua, á noite,
Quando me aparece um sentimento,
Penso, ainda olhando meu reflexo:
"O que eu preciso, é de um aumento!"
Vôo
Há 15 anos
